Em Prudente, saldo de novos empregados cresce 16,7% em um mês, aponta Caged
Economista atribui desempenho positivo de agosto à demanda aquecida, principalmente levando em conta o período de campanha eleitoral, que exige contratações
PRUDENTE – MELLINA DOMINATO
13/10/2026
07:20
Presidente Prudente registrou um saldo positivo de 538 novos trabalhadores com carteira assinada no mês de agosto, resultado de 3.387 admissões contra 2.849 desligamentos. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apontam uma alta de 16,7% no resultado em comparação com o mês de julho, quando o município havia somado 461 novas vagas que seguiram preenchidas.
O setor de serviços liderou com folga a criação de empregos na cidade, respondendo por 397 dos novos postos (1.744 contratações e 1.347 demissões). Em seguida, destacou-se a agropecuária, com saldo de 68 formalizações (126 contratados e 58 desligados), e o comércio, com 46 novos empregos (939 admissões e 893 demissões).
A indústria registrou saldo positivo de 23 vagas (431 admissões e 408 demissões), enquanto a construção civil apresentou estabilidade, gerando quatro novos postos (147 admissões e 143 demissões).
Fotografia da região e período eleitoral
Segundo o economista Adriano Machado Santos, a hegemonia do setor de serviços reflete a própria vocação de Presidente Prudente como polo regional. Para o especialista, o resultado do Caged desenha uma fotografia da estrutura econômica local, na qual os setores com maior movimentação naturalmente absorvem mais mão de obra.
O economista avalia ainda que o cenário reflete o bom momento da atividade econômica e a baixa taxa de desemprego na região. Ele afirma que a demanda por trabalhadores segue aquecida em segmentos que vão da construção ao setor médico, embora o mercado conviva com uma alta rotatividade decorrente de demissões involuntárias e voluntárias.
Outro fator sazonal apontado por Adriano para o forte desempenho do setor de serviços em agosto é o reflexo da campanha eleitoral. A movimentação política aquece a contratação direta e indireta de pessoal – desde equipes de rua para distribuição de panfletos até empresas de comunicação visual, confecção de bandeiras e materiais publicitários -, gerando uma demanda extra temporária na economia local.
“Uma coisa que me chamou a atenção é que uma das causas prováveis do setor de serviços ter aumentado tanto é a questão da campanha eleitoral. Existe uma contratação de mão de obra e nem todos são formalizados, não posso dizer quantos são, mas existe aí uma movimentação de um alto nível de contratação, principalmente para trabalhar nas campanhas eleitorais”, revela o especialista.
Caged
Resultado do Caged desenha uma fotografia da estrutura econômica local, aponta economista
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SIDNEY DIAS
há 48 min
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