A administração municipal de Álvares Machado intensificou as cobranças para a reabertura do trecho e do trevo da Estrada Vicinal Plínio Vilalva, situados no Bairro Limoeiro. O bloqueio parcial da via foi realizado pela Cart (Concessionária Auto Raposo Tavares) há aproximadamente um ano e meio, gerando impactos diretos no escoamento de mercadorias de indústrias da região e na mobilidade da população rural.
Exigências cumpridas e impasse com a concessionária
De acordo com a gestão municipal, todas as demandas técnicas solicitadas pelo Estado já foram atendidas para viabilizar a liberação da pista no quilômetro 575 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270).
“Já estamos trabalhando na reabertura da Vicinal Plínio Vilalva, que foi interditada parcialmente pela Cart há um ano e meio. Já fomos à Cart e estive na Artesp mais de cinco vezes, junto com o deputado Mauro Bragato. Elaboramos o projeto das faixas de aceleração e desaceleração, fizemos as alterações pedidas e foi tudo aprovado. Tudo indica que está tudo certo; falta somente o Governo dar o parecer e obrigar a Cart a efetuar o serviço”, destaca o prefeito Chiquinho.
Riscos ao setor produtivo e tráfego prejudicado
A interdição obriga veículos de carga pesada a realizarem desvios de até seis quilômetros por estradas de terra para conseguir abastecer as indústrias locais, comprometendo a logística da região.
“Essa interdição está dificultando muito o tráfego de caminhões que carregam e descarregam no local. Temos mais de 10 empresas e novos investimentos paralisados esperando essa solução. Se continuar assim, corremos o risco de ver empresas fechando e de ocorrer a demissão de 50 a 60 pessoas, famílias que ficarão sem renda futuramente”, alerta o chefe do Executivo.
Impacto aos moradores e serviços de emergência
O bloqueio também afeta o cotidiano das famílias que residem nas mais de 200 chácaras do Bairro Limoeiro, além de dificultar o acesso de veículos de socorro e transporte escolar.
“Se à noite, em um dia de chuva, uma ambulância ou viatura precisar buscar alguém lá dentro, como é que faz? O motorista não sabe onde entrar, porque não tem sinalização e precisa fazer um desvio longo por cima. A região é habitada, temos alunos do transporte escolar e famílias que não podem ficar isoladas”, afirma Chiquinho.
O mandatário também pontuou problemas estruturais decorrentes de intervenções recentes na região: “Tive uma reunião com a equipe da Cart cobrando providências sobre duas bacias enormes que fizeram na estrada do município, gerando risco de pedestres ou ciclistas caírem à noite nas valas e se machucarem” — completa.
Para solucionar o problema, o chefe do Executivo realiza novas reuniões em São Paulo junto à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) para pressionar por uma solução definitiva.
“O impasse hoje está na Cart, que precisa arcar com o custo da obra e dar início aos trabalhos. Vou pessoalmente de novo à Artesp cobrar essa movimentação urgente, porque o município e a nossa população não podem continuar sendo prejudicados”, conclui o prefeito.


