O Poder Executivo de Martinópolis terá uma nova liderança até o fim de 2028. Em eleição fora de época realizada neste domingo, a chapa formada por Beto Leite e pela vice Fernanda Crepaldi, ambos filiados ao União Brasil pela coligação “União para fazer a diferença”, saiu vitoriosa das urnas ao registrar a preferência de 59,09% dos eleitores locais.
Desempenho dos candidatos e apuração
Ao término da contagem oficial promovida pela Justiça Eleitoral, os vencedores totalizaram 8.247 votos válidos. O resultado superou a chapa concorrente encabeçada por Marquinhos Xavier e sua vice, Professora Maurina, do PSDB (coligação “Juventude que idealiza, experiência que faz!”), que alcançou o segundo lugar com 4.166 votos, correspondentes a 29,85% do total.
Na terceira posição figurou o atual chefe do Executivo e prefeito interino, Gabriel Valões, que concorreu ao lado de Thais Fisioterapeuta pelo MDB (coligação “Trabalho e seriedade por Martinópolis”). O grupo somou 1.544 sufrágios, equivalente a uma fatia de 11,06% dos votos válidos apurados.
Como funcionou a votação na cidade
Organizada pela 71ª Zona Eleitoral, a votação suplementar mobilizou uma estrutura composta por 13 locais de votação e 61 seções para atender um universo de cerca de 18,1 mil eleitores aptos no município. Para estar habilitado a votar neste pleito extraordinário, o cidadão precisava estar com a situação eleitoral em dia e com domicílio transferido para a cidade até 6 de maio.
Por ter coincidido com o calendário do segundo turno da corrida à Presidência da República, os munícipes precisaram primeiro registrar e confirmar o voto para o cargo federal na urna eletrônica para, em seguida, assinalar a preferência pelos postulantes ao Paço Municipal. O encerramento dos trabalhos transcorreu com apuração rápida logo após o término do horário de votação.
Entenda o motivo da nova eleição
A necessidade de convocar a população novamente às urnas decorreu de decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou os mandatos de Valdeci Soares dos Santos Filho (Republicanos) e Marcos Rogério Matarazo (Podemos), prefeito e vice escolhidos originalmente no pleito regular de 2024.
A cassação da antiga chapa foi motivada por infrações ligadas a abuso de poder político e econômico. O tribunal identificou o fornecimento irregular de transporte gratuito a votantes na véspera daquele pleito, além de alterações indevidas no quadro de cargos públicos da administração local.


