O acúmulo de resíduos sólidos e o direcionamento incorreto das águas pluviais resultaram na remoção de 320 toneladas de lixo e areia da rede coletora de esgoto de Presidente Prudente ao longo do último semestre. Durante esse período de seis meses, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) contabilizou 704 atendimentos relacionados a obstruções nas tubulações do município.
De acordo com a concessionária, o cenário reflete hábitos que sobrecarregam a infraestrutura urbana: “Os números evidenciam a necessidade de mudança de comportamento e mostram o impacto do problema para a companhia e para a população que utiliza o sistema diariamente”, aponta.
Os principais vilões do entupimento
O bloqueio do fluxo sanitário decorre frequentemente do descarte de materiais que deveriam ser encaminhados para a coleta convencional ou reciclagem. Entre os itens recolhidos com maior frequência das tubulações estão óleo de cozinha usado, fraldas descartáveis, papel higiênico, preservativos, hastes flexíveis com algodão e pedaços de tecidos.
A presença desse tipo de material favorece a formação de barreiras físicas nas galerias subterrâneas. Com a passagem bloqueada, o esgoto tende a transbordar para vias públicas e calçadas, gerando riscos sanitários, mau cheiro e transtornos diretos à circulação dos moradores.
Diferença entre rede pluvial e esgotamento sanitário
Outro fator crítico apontado pela companhia é a canalização irregular de calhas e ralos de quintais diretamente na rede coletora. O sistema de esgoto foi dimensionado para receber exclusivamente águas residuais de pias, chuveiros e vasos sanitários, não possuindo capacidade técnica para comportar o volume volumoso gerado durante chuvas intensas.
A condução das precipitações deve ocorrer por meio das galerias de drenagem pluvial mantidas pela administração municipal. Quando ocorre a interligação indevida, temporais causam sobrecargas severas e extravasamentos. Nos casos em que essas conexões clandestinas são identificadas em imóveis, a Sabesp notifica a Prefeitura para a adoção das penalidades e medidas cabíveis.
Como prevenir e canais de contato
Para evitar danos ao patrimônio público e transtornos à própria vizinhança, a conscientização dos usuários é fundamental no uso diário do sistema:
“A população pode ajudar com atitudes simples: não jogar lixo ou óleo no vaso sanitário ou ralos, não conectar calhas e sistemas de drenagem de chuva à rede de esgoto e, ao identificar irregularidades, denunciar ligações clandestinas ou vazamentos pelos canais oficiais da Sabesp: telefone 0800 055 0195 ou pelo site www.sabesp.com.br”, pontua.


