Fapesp financia centro de pesquisa sobre inclusão em Presidente Prudente

Fapesp financia centro de pesquisa sobre inclusão e acessibilidade de PCDs em Prudente

Presidente Prudente foi contemplada com um novo centro de pesquisa voltado para a inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência, financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) por meio do programa CCD (Centros de Ciência para o Desenvolvimento). A iniciativa visa integrar universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos para derrubar barreiras no ensino superior e no mercado de trabalho.

Parceria entre instituições de destaque

A nova unidade funcionará na FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) e contará com a colaboração próxima da Unoeste. O projeto também envolve as outras duas universidades públicas paulistas, USP e Unicamp, além de instituições internacionais como a universidade espanhola Castilla-La Mancha e o Instituto Tecnológico da Costa Rica.

Em Presidente Prudente, a unidade recebeu o nome de Ceeldia-SP (Centro de Ecossistema Educacional e Laboral, Digital, Inclusivo e Acessível do Estado de São Paulo), tendo o professor Klaus Schlünzen Junior como responsável pela instituição-sede. Entre os principais pesquisadores está a professora Elisa Tomoe Moriya Schlünze, coordenadora do PPGE da Unoeste, que destacou a relevância da iniciativa.

Para Elisa, é motivo de orgulho para a Unoeste fazer parte de uma proposta tão importante, no sentido de que “os parceiros são de excelência” e atuam juntos em várias e diferentes ações que impactam diretamente o desenvolvimento econômico e bem-estar social.

Estatísticas e impacto local

Os dados do IBGE de 2022 mostram que Prudente possui 13,6 mil pessoas com deficiência, o que representa 6,2% da população local. As deficiências mais frequentes são as visuais (2,9%), de locomoção (2,4%) e de manipulação de objetos (1,3%), com índices que revelam disparidades no acesso à educação e altas taxas de analfabetismo em comparação ao restante da população.

O programa conta com a participação da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência e prevê repasses de até R$ 2 milhões anuais por um período máximo de cinco anos, exigindo contrapartidas equivalentes das instituições envolvidas.

Soluções para políticas públicas

O objetivo central é que os projetos apresentem inovações práticas para desafios governamentais, fomentem o avanço tecnológico e auxiliem na criação e no aprimoramento de políticas públicas para a sociedade.

O coordenador municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Prudente, Neto Salvador, reforçou que debater tecnologia inclusiva significa enxergar um amanhã onde todos tenham oportunidades garantidas. Ao considerar que “a cidade possui boas instituições de ensino superior [com bons pesquisadores] e uma rede de atendimento”, ele pontua que há uma exigência social urgente a ser atendida.

Salvador ainda afirmou que as pesquisas do Ceeldia-SP trarão benefícios não apenas para a região prudentina, mas para todo o estado paulista, colocando a coordenadoria local à inteira disposição dos trabalhos.

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