Um homem de 38 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira sob a acusação de furto continuado em um minimercado autônomo localizado dentro de um condomínio residencial no Jardim Santa Mônica, em Presidente Prudente. O estabelecimento opera no modelo conhecido como “pegue e pague”, no qual o próprio frequentador escaneia os itens em um totem digital e quita o valor por meio de cartão, PIX ou voucher.
Funcionamento das lojas autônomas O modelo de comércio sem atendentes tem se tornado comum em áreas residenciais, apostando na honestidade e na tecnologia para facilitar as compras rápidas dos moradores.
A ação policial no local A intervenção militar ocorreu após o responsável pelo negócio acionar as autoridades, informando que um morador havia acabado de levar mercadorias, repetindo uma prática criminosa já conhecida. Os policiais militares se dirigiram até um dos blocos do residencial e encontraram o suspeito, que admitiu os crimes e justificou os atos alegando passar fome.
Histórico e desdobramentos do caso As investigações apontaram que o morador cometia os desfalques de maneira sistemática desde julho de 2026. Com o passar do tempo, as ações se tornaram mais frequentes, focando na subtração de comidas e bebidas que acabavam consumidas por completo.
A recusa da justificativa de necessidade Ao formalizar o procedimento na delegacia, a autoridade policial descartou o argumento de “furto famélico”, que ocorre quando o sistema jurídico deixa de punir quem rouba apenas para saciar uma fome extrema e urgente. A recusa se deu devido à reiteração das condutas criminosas, ao uso de drogas e ao tipo de mercadoria levada, que incluía itens como refrigerantes e salgadinhos, fatores que afastam o estado de necessidade.
Como o investigado já cumpria pena em regime aberto, a polícia solicitou à Justiça a transformação da prisão em flagrante em preventiva para conter a continuidade dos delitos.


