A 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios de Presidente Prudente pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva da mulher investigada pela morte de sua filha de 10 meses e pelas tentativas de homicídio contra seus outros dois filhos, de 7 e 9 anos, em uma área de mata.
Novos indícios do caso O delegado responsável pelo caso, Carlos Henrique Fernandes Gasques, informou que há elementos indicando uma possível tentativa da investigada de intoxicar os filhos na véspera do crime, ao alimentá-los com iogurte. A circunstância, assim como o assassinato da bebê, segue sob apuração rigorosa.
A mulher foi autuada em flagrante por homicídio quadruplamente consumado, no caso da bebê, e por duas tentativas de homicídio quadruplamente qualificado, referentes aos irmãos mais velhos. As crianças sobreviventes continuam sob os cuidados do Conselho Tutelar e de outros órgãos competentes.
“Até o encerramento desta nota, não havia ocorrido apreciação pelo Juízo das Garantias acerca da representação formulada pela autoridade policial para conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva”, detalhou Carlos, no fim da manhã desta sexta-feira, em comunicado divulgado à imprensa.
“As investigações prosseguem pela Delegacia de Homicídios, que dará continuidade às diligências destinadas ao completo esclarecimento das circunstâncias dos fatos e à reunião dos demais elementos de prova”, complementou o delegado.
Detalhes da dinâmica do crime De acordo com o apurado pela Polícia Civil, a suspeita levou os três filhos até uma represa no Jardim Santa Fé na tarde de quinta-feira, sob o pretexto de realizar um passeio e pescar. No local, as crianças foram lançadas na água. Os irmãos de 7 e 9 anos conseguiram nadar até a margem, fugir e pedir socorro a um trabalhador próximo, que acionou as autoridades. A bebê de 10 meses não resistiu.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência inicialmente, localizando a suspeita e as vítimas sobreviventes. Em seguida, o caso foi encaminhado ao Plantão da Polícia Civil para as providências cabíveis.
A fase de apuração preliminar incluiu depoimentos de policiais, familiares e testemunhas, além do interrogatório da investigada. A Polícia Científica realizou perícia na área da represa e exames toxicológicos foram solicitados. O laudo necroscópico confirmou que a causa da morte da bebê foi asfixia por afogamento.


