Uma força-tarefa da Polícia Federal foi deflagrada nesta quinta-feira para desarticular um esquema criminoso voltado à concessão irregular de benefícios previdenciários no interior e na região metropolitana de São Paulo.
Alvos e afastamento cautelar
As diligências cumpriram três mandados de busca e apreensão distribuídos entre os municípios de Presidente Prudente, Cerqueira César e Osasco. Como desdobramento imediato das apurações, a Justiça determinou o afastamento cautelar de um funcionário público vinculado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apontado como peça central na facilitação das irregularidades.
Modus operandi e prejuízo bilionário
De acordo com o inquérito policial, que teve suporte técnico da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o investigado utilizava suas credenciais privilegiadas de acesso aos sistemas oficiais para burlar o banco de dados. O esquema consistia em modificar registros de segurados com a inclusão de empregos fictícios e salários inexistentes, forjando assim um histórico de contribuições falso.
A apuração também revelou indícios de que atravessadores atuavam ativamente na busca por cidadãos interessados em obter os pagamentos fraudulentos. Um balanço inicial elaborado pelas autoridades aponta que o rombo potencial causado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 1.026.715,53.
Crimes investigados e posicionamento
Os envolvidos no caso poderão responder criminalmente por inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato previdenciário, falsidade ideológica e formação de quadrilha ou organização criminosa, sem descartar a inclusão de novas qualificações conforme o avanço das orelhas e análises periciais. Procurado pela reportagem, o INSS informou que não comenta investigações em andamento.


