O relatório final da Operação Vérnix, responsável por investigar um esquema nacional de organização criminosa e lavagem de capitais envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, foi eleito a melhor peça de Polícia Judiciária do estado de São Paulo referente ao mês de junho de 2026. O documento foi elaborado pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau.
Homenagem oficializada em solenidade A entrega da honraria ocorreu nesta quarta-feira durante uma cerimônia oficial do Conselho da Polícia Civil. O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, responsável pela condução do inquérito e pela redação do texto premiado, representou a unidade venceslauense no evento.
Critérios de avaliação e origem da operação A premiação foi concedida pela Delegacia Geral de Polícia por intermédio do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Polícia Judiciária da Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”. Os avaliadores consideraram a excelência técnico-jurídica, a singularidade, os métodos empregados e o sucesso das apurações. A Operação Vérnix começou em maio após apreensões realizadas pela Polícia Penal na Penitenciária II de Presidente Venceslau, onde manuscritos expuseram diretrizes da cúpula de uma facção criminosa.
Esquema financeiro e fachada empresarial As diligências descobriram que uma transportadora localizada ao lado do presídio funcionava como empresa de fachada no oeste paulista para ocultar recursos ilícitos da facção. A investigação desvendaram um sistema de branqueamento de capitais que favorecia líderes do bando e seus parentes. Por meio da verificação de dados bancários e aparelhos celulares recolhidos, a equipe mapeou transferências milionárias e depósitos fracionados destinados a Deolane Bezerra, detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
Acusações e bloqueio de bens O Ministério Público Estadual e a corporação policial demonstraram que as transações aconteciam sem justificativa de serviços prestados ou capacidade financeira idônea, evidenciando dissimulação de valores. A etapa ostensiva da ofensiva cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão preventiva. A investigada foi detida sob suspeita de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro obtido pela facção, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em patrimônio dos alvos.


