A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) recebeu o Selo de Instituição Comprometida com a Empregabilidade, uma certificação concedida pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em conjunto com a Symplicity. O reconhecimento coroa a estreia da instituição no Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade (IASE), avaliação realizada durante o primeiro semestre de 2026.
Participação de egressos e articulação interna O levantamento abrangeu ex-alunos que concluíram a graduação entre o início de 2024 e a primeira metade de 2025, contemplando múltiplos cursos e áreas do conhecimento. O processo mobilizou a Comissão Própria de Avaliação (CPA), gestores, colaboradores, diretores de faculdades e coordenadores de curso.
O instrumento vai muito além de checar se o profissional está inserido no mercado, mapeando também a situação atual, modalidade de trabalho, tipo de vínculo, cargo, faixa salarial e área de atuação. O questionário avalia ainda o suporte prestado pela instituição para o desenvolvimento da carreira, a importância da graduação para a atividade exercida e a busca por novos estudos pós-formação.
Avaliação contínua da trajetória profissional Para a professora Aparecida Darcy Alessi Delfim, coordenadora da CPA da Unoeste, o prêmio valida um compromisso institucional histórico de monitorar o percurso dos ex-alunos e entender a relação entre o ensino ofertado e o mercado.
“Desenvolver um curso superior não implica unicamente em assegurar aos estudantes a construção de seu percurso formativo ao longo do tempo de integralização curricular, mas acompanhar a trajetória do estudante formado. Não adianta oferecer o curso e depois não saber onde o nosso estudante está. Então, é muito significativa a conquista do selo, pois vem ratificar o papel formador e responsável da Unoeste”, pondera.
O monitoramento de egressos é uma prática antiga da CPA da universidade, que gerencia o Portal do Egresso para coleta de dados sobre a formação e a inserção no mercado. Essas informações alimentam melhorias nos projetos pedagógicos. Além disso, a iniciativa do IASE analisa se o profissional recebeu orientações de carreira, participou de workshops, palestras ou vagas de estágio e emprego, dados que ajudam a aprimorar os cursos.
“Nós não podemos simplesmente formar um egresso do jeito que queremos. Além de seguir as diretrizes nacionais, que garantem a unidade da formação em cursos de ensino superior, também devem ser consideradas na estrutura curricular dos cursos as realidades locais e regionais para atender às demandas existentes”, explica.
Incentivo à educação continuada O levantamento também monitora a continuidade dos estudos após a graduação, mapeando especializações, mestrados ou doutorados. A professora Darcy ressalta que a instituição conta com uma política voltada à capacitação constante.
“Temos uma estrutura robusta de pós-graduação oferecendo programas de mestrado e doutorado em diferentes áreas, bem como cursos de especialização, MBA e aperfeiçoamentos, o que favorece aos seus egressos oportunidades de capacitação. Dessa forma, a instituição acolhe, acompanha a progressão dos seus estudantes após a formatura e garante seu retorno à universidade para se atualizar e se capacitar com novos conhecimentos e competências”.
Além da pós-graduação, a Unoeste integra os ex-alunos por meio de feiras, eventos, encontros e workshops.
Impacto do selo no cenário atual O engajamento no IASE soma-se a outras frentes da universidade, como o Núcleo de Empreendedorismo (Nemp) e disciplinas voltadas à inovação.
“Para a instituição, não foi algo completamente novo. O selo veio ao encontro de um projeto que a instituição já desenvolve. Ele enriqueceu o projeto institucional”, afirma Darcy.
A coordenadora destaca que o reconhecimento ganha ainda mais relevância diante das rápidas transformações tecnológicas e da inteligência artificial no mercado de trabalho. Monitorar a carreira dos egressos ajuda a alinhar o ensino superior às necessidades da sociedade.
“O selo chega em um momento muito oportuno e significativo em termos de política educacional do ensino superior, além de atender a uma demanda nacional relacionada à carreira e ao posicionamento das pessoas diante do mercado de trabalho”, enfatiza.


