A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) planeja iniciar em fevereiro de 2026 uma especialização inédita focada no estudo terapêutico da planta.
Encontro estratégico define diretrizes acadêmicas O projeto pedagógico se destaca por ser o primeiro no mundo a abranger toda a cadeia produtiva e assistencial do insumo fitoterápico. A iniciativa foi debatida no campus 2 da instituição durante uma reunião entre dirigentes acadêmicos e especialistas renomados no segmento.
Participaram das tratativas o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Adilson Eduardo Guelfi, acompanhado pelos coordenadores Heliard Rodrigues do Santos, Luís Cláudio Ribelato e Luís Nascimento Ortega. Os convidados especiais foram a farmacêutica Margarete Kishi e o neurocirurgião funcional Pedro Antonio Pierro Neto.
Avanços científicos e inovação regional A criação recente do Centro de Pesquisa e Inovação em Terapias Naturais Avançadas para a Saúde (Cepit) reforça o objetivo da faculdade de liderar as investigações científicas na área. Segundo a gestão acadêmica, a meta é consolidar o município como referência tecnológica e de assistência médica.
“A parceria deve trazer soluções reais que irão promover saúde, impacto terapêutico e social, além de futuros conhecimentos alinhados com as fronteiras da medicina e do cuidado com o paciente. Certamente foi um encontro que representa a semente de novas parcerias estratégicas para servir à sociedade por meio da ciência”, disse o pró-reitor sobre a continuidade de tratativas.
Difusão de conhecimento no congresso acadêmico Antes da reunião estratégica, os convidados ministraram palestras durante a 13ª edição do Congresso Farmacêutico da Região de Presidente Prudente (Farmoeste). O objetivo foi instruir acadêmicos e profissionais da saúde sobre a complexidade do tratamento, englobando cultivo, extração de canabinoides e aplicação clínica.
Para o médico Pedro Antonio Pierro Neto, a colaboração com a faculdade representará um marco histórico na consolidação dessa terapêutica no país. O especialista iniciou sua trajetória no setor após observar os benefícios do tratamento integrativo em um paciente infantil diagnosticado com epilepsia.
Já a professora Margarete Kishi acumula experiência como docente de pós-graduação, lidera o comitê técnico do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo e atua na diretoria da Associação Panamericana de Medicina Canabinoide. A expectativa da instituição é atrair profissionais de diversas regiões do estado interessados em se capacitar neste mercado em rápida expansão.


