A Justiça de Rosana (SP) suspendeu as atividades de um escritório de despachante que está sendo investigado pela Polícia Civil por crimes de falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema do Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran-SP). A decisão foi tomada após denúncias que indicaram a utilização de comprovantes de residência falsificados em processos de transferência de veículos.
As investigações apontam que dois homens estariam envolvidos em um esquema onde documentos fraudulentos eram utilizados para atender clientes que não residiam em Rosana. O escritório fabricava comprovantes de residência na cidade para realizar dez transferências irregulares.
O caso começou a ser apurado após o Detran-SP identificar as irregularidades. Durante as investigações, a polícia constatou que os endereços apresentados pelos suspeitos não correspondiam à realidade, o que levou ao indiciamento deles pelos crimes mencionados. Embora tenham sido intimados a prestar depoimento, os suspeitos optaram por permanecer em silêncio.
Com base nas evidências coletadas, a Polícia Civil solicitou a suspensão das atividades da empresa como medida cautelar para evitar a continuidade das práticas ilegais e proteger a integridade dos registros do Detran-SP. O pedido recebeu apoio do Ministério Público e foi acatado pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Rosana, que enfatizou o risco de novas infrações caso o despachante permanecesse em operação.
A decisão judicial também alertou que o descumprimento da medida pode resultar na prisão preventiva dos envolvidos. A suspensão das atividades permanecerá em vigor até o julgamento em primeira instância do caso.


