A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva de um homem de 62 anos, indiciado formalmente por maus-tratos a animais em Adamantina, no interior de São Paulo.
Descobertas macabras no imóvel
Durante diligência no Parque Residencial Iguaçu, os agentes encontraram aves amarradas, quatro filhotes de cachorro mortos e enterrados no quintal, além de três cães vivos resgatados com as caudas amputadas de forma inadequada. O laudo da Polícia Científica e o relatório veterinário confirmaram a ausência de água, comida, anestésicos ou cuidados pós-operatórios, atestando infecção grave e dor intensa nos animais.
Investigação e depoimento
As apurações começaram após protetores independentes entregarem um vídeo que mostrava o homem agredindo um cão. Na ocasião da varredura, a prisão em flagrante não foi efetuada porque a agressão do vídeo havia ocorrido à noite, enquanto a fiscalização ocorreu à tarde. Sem a delimitação precisa do tempo do crime, a equipe optou por instaurar o inquérito para reunir provas consistentes.
Em depoimento, o investigado alegou ter batido no cão com uma corda em reação a uma mordida e tentou culpar terceiros pela mutilação. A versão, contudo, foi desmentida por testemunhas, que o apontaram como o autor direto do procedimento ilegal.
Próximos passos judiciais
O pedido de prisão baseia-se na gravidade das mutilações constatadas e no risco de reiteração delitiva, visto que o suspeito responde a outros procedimentos por abusos contra um cavalo e uma porca. Com a conclusão do inquérito e o depoimento de seis testemunhas, o homem foi indiciado no Artigo 32, §1º-A, da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), e o caso agora segue sob análise do MPE (Ministério Público Estadual) e do Poder Judiciário.


