A Central de Polícia Judiciária de Presidente Prudente realizou a restituição de 13 aparelhos celulares aos seus donos legítimos nesta terça-feira. Os itens recuperados constavam nos registros policiais como extraviados, furtados ou alvos de estelionato, tendo sido encontrados por meio de diligências e do cruzamento de dados realizado pelo Programa SP Mobile.
Como funciona o rastreamento
Criado pela Secretaria da Segurança Pública, o SP Mobile tem como foco o combate aos crimes de furto, roubo e receptação. A tecnologia cruza os boletins de ocorrência com o código IMEI — a identificação exclusiva de cada hardware —, viabilizando o monitoramento de terminais com restrição que acabam sendo ativados novamente.
As autoridades policiais ressaltam que o sistema não exige nenhum tipo de pagamento, envio de códigos por mensagem de texto, informações bancárias ou transferências via Pix para a liberação dos dispositivos.
Riscos na compra de usados
Essa operação serve como um aviso importante para os consumidores que costumam adquirir celulares de segunda mão sem checar a origem. Adquirir um smartphone por um preço muito abaixo do praticado no mercado pode resultar em perda financeira e em investigação pelo crime de receptação.
O Código Penal estabelece pena de dois a seis anos de prisão para a receptação dolosa, além de penalidades para a versão culposa, quando os indícios da negociação apontam para a procedência ilegal.
Cuidados recomendados
Para quem deseja comprar um telefone seminovo, a recomendação policial é verificar o número de IMEI (digitando *#06# no aparelho), checar se há impedimentos por furto ou roubo, e exigir a nota fiscal ou um recibo contendo a identificação do vendedor, além de manter o pé atrás com ofertas muito baratas. É igualmente necessário checar se os perfis do dono anterior foram desvinculados e priorizar formas de pagamento que deixem rastro.
Outro ponto destacado é sobre aparelhos achados na rua. Reter um telefone encontrado caracteriza o crime de apropriação de coisa achada, cuja lei determina a entrega ao dono ou às autoridades no prazo máximo de 15 dias.
A corporação enfatiza que sufocar o mercado consumidor ilegal é fundamental para reduzir os índices de criminalidade e aconselha as vítimas a sempre anotarem o IMEI de seus equipamentos.


