A rede municipal de ensino de Presidente Prudente deu início à troca dos tradicionais sinalizadores barulhentos por dispositivos com ajustes personalizados de volume e duração. A medida tem como foco principal proteger a sensibilidade auditiva de alunos com deficiência e intolerância a ruídos intensos.
Escola pioneira no projeto A Escola Municipal Ocyr Azevedo, situada no Jardim Eldorado, foi a primeira unidade a receber o equipamento modernizado. O local presta atendimento a 231 matrículas, sendo que 21 estudantes possuem algum tipo de deficiência e recebem suporte especializado na sala de recursos.
Avaliação diária da novidade Segundo a diretora Olívia Parra, o aparelho foi instalado recentemente sem aviso prévio para analisar o impacto real na rotina escolar.
“O dispositivo tem mais de 70 toques, que podem ser escolhidos conforme a opção de cada um, como se fosse um toque de celular. É possível programá-lo para diferentes horários e dias da semana. Como a instalação foi recente, estamos avaliando no dia a dia. Optamos por um toque curto, que não fosse uma música infantil, mas que se aproximasse de um toque de celular. Foi o que entendemos que melhor se adequava à rotina da escola e também chamou a atenção das crianças”, explicou.
A gestora também destacou os ajustes na infraestrutura. “Também fizemos uma mudança no local do aparelho, pois percebemos que onde ele estava instalado não estava funcionando bem. Quando as crianças estavam no corredor ou do lado de fora, principalmente no momento de formar a fila, não conseguiam ouvir o toque. Agora, estamos fazendo novos testes para verificar se a mudança vai atender melhor à necessidade. Acredito que, com esse novo posicionamento e o toque escolhido, teremos um resultado muito positivo”, acrescentou.
Aprovação dos estudantes A receptividade tem sido positiva entre os matriculados. Emanuela Calhabeu Machado, aluna do 3ª ano, que tem um irmão autista, comentou sobre a mudança. “Eu achei importante. Esse novo som é mais baixo, parece uma música, a gente tem até vontade de dançar, o que não incomoda os alunos, principalmente aqueles que são autistas”, expõe.
Cronograma de expansão De acordo com a secretária municipal de Educação, Karina Gomes, a previsão é de que até o final de 2026 todas as instituições de ensino fundamental da cidade contem com a tecnologia, ampliando o acolhimento a crianças com hipersensibilidade sonora.


