Um estoquista de 27 anos foi preso em flagrante na madrugada desta quarta-feira no Conjunto Habitacional José Rotta, em Presidente Prudente. O rapaz invadiu a residência onde moram seus pais e ameaçou o casal de morte utilizando um pedaço de madeira, configurando um caso de violência doméstica enquadrado na Lei Maria da Penha.
Origem do conflito familiar
Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a confusão teve início quando o suspeito acusou o pai, de 61 anos, e a mãe, de 49 anos, de terem sumido com seu telefone celular — aparelho que, na realidade, estava conectado à tomada carregando na própria residência. Após xingar e ameaçar os familiares, o indivíduo se dirigiu a um estabelecimento comercial para consumir bebidas alcoólicas e entorpecentes. Agentes da Polícia Militar compareceram ao endereço inicialmente para apurar a situação e orientaram o morador a se afastar do local.
Retorno e tentativa de arrombamento
Cerca de três horas após a primeira intervenção, o agressor voltou ao imóvel munido de um pedaço de madeira. Ele escalou o muro e tentou forçar a entrada para agredir o casal, que conseguiu se trancar no interior da moradia e acionar o socorro. Com o portão trancado internamente, a equipe policial precisou utilizar uma ferramenta corta-fios para romper o cadeado e ter acesso ao terreno. Enquanto os policiais entravam, as vítimas gritavam desesperadas alertando que o filho pretendia assassiná-las.
Resistência e desdobramentos legais
No momento da abordagem policial dentro da casa, o suspeito desferiu socos e pontapés contra os agentes, exigindo o emprego de força física para sua contenção e colocação de algemas.
O preso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Durante o interrogatório, ele confirmou o consumo prévio de álcool e cocaína, mas negou as ameaças, argumentando que sua única intenção era entrar na residência para dormir.
A autoridade policial responsável ratificou a prisão em flagrante, negando o direito à fiança devido ao histórico de reiteração das ameaças e ao perigo iminente à vida dos pais. O casal relatou histórico de conflitos recorrentes com o filho e formalizou o pedido de medidas protetivas de urgência, enquanto o estoquista segue recluso e à disposição do Poder Judiciário.


