Operação policial desmantela rede de tráfico virtual de drogas e remédios

Operação prende casal de São Carlos que fornecia drogas e medicamentos para traficantes de PP

Uma ofensiva da Polícia Civil desarticulou nesta quarta-feira um esquema interestadual de comercialização ilegal de entorpecentes e produtos farmacêuticos restritos. A Operação Face Oculta, conduzida pela 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Presidente Prudente, cumpriu mandados de busca e apreensão em São Carlos e Ribeirão Preto contra um homem de 37 anos e uma mulher de 32 anos.

Investigação revela origem dos ilícitos O caso teve início em 2024, após uma prisão efetuada em território prudentino. A partir da análise de vestígios e provas digitais, os policiais identificaram que o casal residente em São Carlos era o responsável por abastecer traficantes e compradores finais com um catálogo variado que incluía substâncias controladas, abortivos e a chamada maconha gourmet comercializada a preços elevados.

Fachada comercial e alto padrão Para ocultar as atividades criminosas, os investigados utilizavam uma adega e conveniência de bebidas como disfarce legal para o envio postal das mercadorias. O estilo de vida luxuoso mantido pela dupla chamou a atenção das autoridades durante a apuração. Na data da operação, os agentes confiscaram R$ 8.892,00 em dinheiro vivo e um automóvel de luxo avaliado em mais de R$ 300 mil.

Apreensões em seis endereços A ação mobilizou aproximadamente 30 policiais civis em seis alvos distintos ligados aos suspeitos. Nos locais fiscalizados, as equipes encontraram grande volume de remédios clandestinos, adulterados e desprovidos de lacres industriais. Os produtos já estavam prontos para despacho, utilizando exatamente o mesmo padrão visual divulgado nas redes sociais investigadas ao longo do inquérito.

Enquadramento legal e prisões Os suspeitos foram autuados em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais, crime cuja pena pode alcançar até 15 anos de reclusão. Os procedimentos formais de prisão ocorreram na sede da Dise em São Carlos, onde permaneceram sob custódia da Justiça aguardando a realização da audiência de custódia.

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