A oitava edição do Concurso de Qualidade do Café Arábica da Nova Alta Paulista revelou os produtores de destaque da região em cerimônia realizada na última sexta-feira, na cidade de Osvaldo Cruz. Promovido para valorizar a produção local, o evento celebrou os melhores grãos nas categorias Microlote e Nanolote, evidenciando o potencial do território para o mercado de cafés especiais.
Impacto na cafeicultura regional
De acordo com o Sebrae, a iniciativa desempenha um papel fundamental ao dar visibilidade aos agricultores e incentivar o aprimoramento constante da colheita. As notas alcançadas pelos participantes também funcionam como um passaporte para disputas em nível estadual, ampliando as portas para a comercialização dos produtos.
O primeiro colocado na categoria Nanolote, o produtor de Osvaldo Cruz Lucas Antônio Neves Benites, comemorou o resultado obtido após anos de dedicação. “Um trabalho de anos, e agora pude ver que estamos no caminho certo. Não é apenas um troféu, é uma indicação de que tudo que estamos fazendo está nos levando a um trabalho e resultado de excelência. Vamos nos preparar para o próximo em busca de ser bicampeão”, ressalta.
Valorização da origem e novos mercados
A importância do evento se conecta diretamente com a Indicação Geográfica do café arábica da região, um selo que atesta a procedência e a singularidade dos grãos cultivados nos municípios locais. Para os especialistas, essa chancela consolida a reputação do território produtor.
“O Concurso de Qualidade do Café Arábica da Nova Alta Paulista tem como propósito dar visibilidade à região, valorizar o produtor e ampliar o reconhecimento do café produzido em nosso território”, destaca Guilherme Soares, consultor de negócios do Sebrae-SP. Ele acrescenta que a disputa serve para projetar a economia agrícola para além das fronteiras locais, reforçando a capacidade de competir em mercados exigentes.
“Além de destacar os melhores cafés e estimular a busca contínua pela qualidade, a pontuação obtida no concurso regional possibilita aos produtores avançarem para competições estaduais, ampliando as oportunidades de reconhecimento e acesso a novos mercados”, explica Soares. O consultor pontua ainda que a premiação consolida uma mensagem clara sobre o potencial produtivo regional. “Mais do que uma competição, o concurso reforça uma mensagem que queremos levar para todo o Estado: a Nova Alta Paulista é uma região produtora de cafés especiais, com origem reconhecida, identidade territorial, qualidade e produtores capazes de conquistar cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado”, afirma.
Classificação final do concurso
Abaixo estão os colocados nas principais categorias avaliadas pelos jurados durante o evento:
Microlote
1º – Augusto Enrico Gonsales Altrão, de Parapuã, com 82,91 pontos;
2º – Valdeci Dias Bruno, de Pacaembu, com 82,58 pontos;
3º – José Aparecido Malavasi, de Irapuru, com 82,08 pontos;
4º – Marcos Roberto Benites, de Osvaldo Cruz, com 81,58 pontos;
5º – Francisco Eduardo Bernal Simões, de Herculândia, com 81,50 pontos.
Nanolote
1º – Lucas Antônio Neves Benites, de Osvaldo Cruz, com 81,91 pontos;
2º – Antônio de Oliveira Rocha, de Irapuru, 81,91 pontos;
3º – Luzia Feltrin Visioli, de Pacaembu, com 81,91 pontos;
4º – Adriano Bossoli, de Osvaldo Cruz, com 81,58 pontos;
5º – Augusto Carlos Brioschi, de Tupi Paulista, com 80,41 pontos.
Com o encerramento de mais uma edição bem-sucedida, a cafeicultura da Nova Alta Paulista reafirma sua força e se prepara para buscar novos patamares de excelência e reconhecimento no cenário agrícola estadual e nacional.


