Uma fiscalização deflagrada a partir de um alerta anônimo revelou um grave quadro de negligência contra animais em uma propriedade rural de Osvaldo Cruz. A operação, realizada em conjunto pela Polícia Militar Ambiental e o Policiamento Territorial, culminou na interdição das atividades no local e na responsabilização do proprietário.
Cenário de abandono e óbito
Acompanhada por um médico veterinário vinculado à Prefeitura Municipal, a equipe de inspeção encontrou um ambiente desprovido dos cuidados mais básicos de sanidade, nutrição e bem-estar. No espaço, cinco equinos adultos — três fêmeas e dois machos — foram localizados com severo déficit nutricional, fraqueza evidente e intensa infestação parasitária por carrapatos e miíase.
A gravidade da situação se confirmou com a localização de um potro já morto. O laudo inicial apontou que o óbito decorreu da completa falta de alimentação adequada e de assistência de saúde veterinária.
Penalidades e destino dos equinos
Diante das condições degradantes e da morte do filhote, o responsável pelo haras, um homem de 58 anos, recebeu um auto de infração ambiental com multa fixada em R$ 18 mil. O valor considerou a infração de maus-tratos contra animais domésticos com o agravante de óbito.
O caso seguiu para a Delegacia de Polícia Civil, com pedido de perícia técnica à Polícia Científica. O proprietário responderá criminalmente com base no Artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).
Após serem recolhidos e passarem por atendimento de emergência, os cinco animais sobreviventes foram encaminhados sob supervisão técnica para o Instituto Recanto dos Anjos, onde permanecerão em recuperação assistida.


